Eleições 2016: Estimativa de tempo para votação é inferior a um minuto

Nas eleições do próximo dia 2 de outubro, o tempo médio de votação não deverá ultrapassar um minuto,
tendo em vista que a escolha recai apenas sobre os cargos de prefeito e vereador. Os candidatos a
prefeito são identificados por dois dígitos, já os vereadores, por cinco.

A expectativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi feita com base em dados de eleições
municipais anteriores. Em 2012, o tempo médio foi de 40 segundos. Nas eleições municipais de 2008,
cada eleitor levou 31 segundos, em média, para fazer sua opção.

Esse é o tempo calculado a partir do momento em que o eleitor se dirige à urna até o
instante em que confirma o voto no segundo cargo (prefeito).

Para facilitar e agilizar o tempo de votação, a Justiça Eleitoral incentiva os eleitores a
levarem os números de seus candidatos anotados em papel, a chamada ‘cola eleitoral’. 

PRESOS PROVISÓRIOS E ADOLESCENTES INTERNADOS 


Os presos provisórios e os adolescentes internados, por não terem os direitos políticos suspensos,
também têm o direito de votar. Essa garantia, prevista no artigo 15, inciso III, da Constituição Federal de 1988,
abre as portas para esses cidadãos na participação democrática ativa nos pleitos eleitorais. Nas eleições deste ano,
das 432.960 seções eleitorais, 121 serão destinadas para a votação de 5.973 eleitores nesta situação.

Vinte e dois Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) terão seções destinadas a garantir a participação
desse público no pleito de outubro. São Paulo, com 56, é o estado com o maior número de locais de votação
destinados aos presos provisórios e adolescentes internados. 

O voto do preso provisório existe em alguns estados desde 2002, como é o caso de Sergipe. Nas eleições de 2008,
11 estados asseguraram a votação de presos provisórios em algumas penitenciárias. No ano de 2010,
aproximadamente 18.928 presos provisórios, além de mesários e funcionários das instituições carcerárias,
participaram das eleições em 335 zonas eleitorais espalhadas pelo Brasil.

Em 2012, foram 8.871 os eleitores que estavam também na condição de presos provisórios e
que votaram em 394 zonas eleitorais distribuídas no país. Já em 2014, 162 seções eleitorais
foram criadas para garantir o voto de 14.190 presos provisórios e adolescentes infratores.