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Coronavírus mata mais de 2 mil em SP e registra novo recorde de 224 óbitos em 24h

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Coronavírus mata mais de 2 mil em SP e registra novo recorde de 224 óbitos em 24h

COVID-19 já atingiu quase metade dos municípios do Estado; mais de 700 vítimas fatais ocorreram no interior, litoral e Grande São Paulo

Mais224 mortes relacionadas ao novo coronavírus foram confirmadas desde ontem emSão Paulo. Com esse novo recorde num intervalo de 24 horas, o Estado atinge umtotal de 2.049 óbitos nesta terça-feira (28). Entre o total de vítimas fatais,728 residiam em cidades do interior, litoral e Grande São Paulo, por onde adoença tem crescido. São 141 municípios com pelo menos um óbito, incluindo acapital. A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultadaem www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus.Quase metade do total de municípios em São Paulo jáfoi alcançada pela COVID-19. Das 645 cidades de SP, 305 tiveram pelo menos umcaso da doença. Entre os 24.041 confirmados em todo o território, 8.644 dosinfectados moravam fora da cidade de São Paulo.“Existe uma sensação no interior de que ele éprotegido [contra o coronavírus], como se algo que acontece aqui na capital nãofosse acontecer no interior. E isso de fato não é real”, afirmou nestaterça-feira (28) o professor da Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu,Carlos Fortaleza, também integrante do Centro de Contingência em São Paulo.Em coletiva no Palácio dos Bandeirantes nestaterça-feira (28), o infectologista David Uip, coordenador do Centro deContingência, alertou para a difusão da pandemia para o interior do Estado eressaltou a importância das medidas de contenção adotadas pelo Governo, como aquarentena.“[A pandemia no interior] está atrasada em relaçãoao município de São Paulo e à área metropolitana em mais ou menos duas semanas.Por quê? Por conta das medidas de isolamento social que foram adotadasprecocemente no Estado de São Paulo. Isso fez com que houvesse uma contenção”,disse.Internações e leitosem UTIA COVID-19 também provocou a internação de mais de 8mil pessoas nos hospitais de SP. Hoje, há 3.124 pacientes em UTI e 4.927 emenfermaria.Também houve crescimento de um ponto percentual nataxa de ocupação dos leitos de UTI para atendimentos a COVID-19. Nesta segunda,está em 61,6% no Estado de São Paulo e 81% na Grande São Paulo.Perfil damortalidadeEntre as vítimas fatais, estão 1.189 homens e 860mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais,totalizando 74,7% das mortes.Observando faixas etárias subdividas a cada dezanos, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (521 do total),seguida por 60-69 anos (453) e 80-89 (408). Também faleceram 150 pessoas commais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entrepessoas de 50 a 59 anos (260 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (156),30 a 39 (76), 20 a 29 (17) e 10 a 19 (7), e um com menos de dez anos.Os principais fatores de risco associados àmortalidade são cardiopatia (60,1% dos óbitos), diabetes mellitus (43,6%),doença renal (12,1%), pneumopatia (11,6%), e doença neurológica (11,3%). Outrosfatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doençashematológica e hepática. Esses fatores de risco foram identificados em 1.687pessoas que faleceram por COVID-19 (82,3%) do total.

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Rádio 102 FM

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